quarta, 02 de abril, 2025

CBDC

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BC testa privacidade e segurança do Drex em fase de pesquisa e desenvolvimento

Banco Central testa soluções tecnológicas para garantir sigilo dos usuários da plataforma, diz Alessandro Fraga do BC

terça, 12 de março, 2024 - 16:40

Ana Beatriz Rodrigues

O Banco Central do Brasil (BC) informou nesta terça-feira (12) que o foco atual do Drex está na “privacidade, segurança cibernética e infraestrutura” do sistema tecnológico para a moeda digital do Banco Central (CBDC).   

O Specialist do BC, Alessandro Fraga, falou sobre os planos da moeda durante o painel “Drex e Tokenização: Destravando o Novo Mercado de Capitais” do evento XSummit: Fórum de Informação Aberta para o Mercado de Capitais organizado pela Bloxs.  

Fraga explicou que os testes do Drex que envolve 16 grupos com mais de 70 empresas está preocupado no momento com a questão da privacidade no sistema. “Essa é uma fase de pesquisa e desenvolvimento, buscando resoluções tecnológicas para resolver problemas, com o maior foco privacidade”.  

Ele informou que estão sendo testados três testes de privacidade, além de uma solução desenvolvida pela Microsoft separadamente. Segundo cronograma apresentado por Fraga, no segundo semestre o BC vai testar a governança do sistema e a publicação de novos smarts contacts. 

O CPO & COO do BS2, Rodrigo Moreira, também participou da discussão sobre o futuro do Drex. O BS2 também participa dos testes da CBDC brasileira por meio de um consórcio liderado pela Associação Brasileira de Bancos, a ABBC. 

O executivo falou que a participação do banco nesses testes iniciais do real digital foi super importante e uma experiência muito rica, pois o BS2 sempre se caracterizou por seu caráter inovador. 

Quando questionado sobre impacto do Drex, Moreira falou que uma CBDC traz uma segurança adicional que promove vários benefícios para todo o sistema, já que possui um carimbo de um regulador. Para ele, o mercado, como investidores de varejo e institucionais, precisam acompanhar esse movimento para uma transformação.  

“Isso vai depender de outros fatores em torno da própria moeda digital e não é fácil prever no momento” e só é possível ter mais clareza sobre essa inovação conforme o processo vai acontecendo.   

Respondendo sobre as expectativas do lançamento do Drex para a população brasileira, Alessanro Fraga do BC explicou sobre as questões de privacidade, que não é “tecnologicamente fácil”, já que é preciso fornecer sigilo para todos os usuários da plataforma. “O foco atual está na resolução de problemas tecnológicos, para ter uma base para seguir em frente”.   

 

CBDC

BCE defende urgência na adoção do euro digital após ações de Trump contra moedas digitais de BCs

Banco Central Europeu enfatiza a necessidade de um euro digital para proteger a soberania monetária da Europa diante dos planos de Donald Trump

sexta, 24 de janeiro, 2025 - 18:13

Redação MyCryptoChannel

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O Banco Central Europeu (BCE) está reforçando sua posição sobre a necessidade de um euro digital, especialmente após recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

De acordo com Piero Cipollone, membro do conselho executivo do BCE, a Europa "precisa" adotar uma moeda digital para combater os planos de Trump relacionados às stablecoins.

Proibição de CBDC nos Estados Unidos 

Em uma conferência recente, Cipollone comentou que a ordem executiva assinada por Trump, que proíbe a emissão e circulação de moedas digitais do banco central (CBDC) dentro dos Estados Unidos, poderia prejudicar os bancos, à medida que os consumidores migram para stablecoins. 

O presidente americano também estabeleceu um grupo de trabalho sobre mercados de ativos digitais, com a intenção de impulsionar o uso de stablecoins lastreadas em dólar. 

Para Cipollone, a criação de um euro digital seria uma resposta estratégica a esses movimentos, visando a segurança da soberania monetária europeia.

Desenvolvimento do euro digital

O BCE tem trabalhado no desenvolvimento de uma moeda digital centralizada para complementar o sistema bancário tradicional. 

Em uma comunicação oficial, o banco central europeu confirmou que está experimentando diversas tecnologias, tanto centralizadas quanto descentralizadas, para a criação do euro digital.

Desafios das stablecoins e o caso da Tether

No contexto do debate sobre stablecoins, a gigante de criptomoedas Tether anunciou recentemente que suspenderia a emissão de sua stablecoin lastreada em euros, o EURT, devido a pressões regulatórias na Europa. 

O movimento reflete um cenário mais amplo de aumento da vigilância sobre as moedas digitais emitidas por empresas privadas. 

Em um comunicado, a Tether afirmou que o EURT, que possui um volume de negociação pequeno, seria retirado de circulação até 2025, com um prazo para resgatar os tokens

CBDC

Banco Central quer um ambiente que permite transparência e interação com o Drex

Coordenador do projeto explica que a moeda digital brasileira visa ampliar o acesso aos serviços financeiros

terça, 19 de novembro, 2024 - 15:52

Redação MyCryptoChannel

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Durante o painel "Drex em 2025: Uma Nova Era em Construção", realizado no Criptorama, em São Paulo, Fabio Araújo, coordenador do projeto de criação do Drex no Banco Central, detalhou os planos da moeda digital brasileira.  

"O mercado está utilizando tecnologias de ativos digitais para gerenciar riscos e atender às diferentes demandas. [...] Estamos trabalhando para garantir que, independentemente do modelo escolhido, a segurança seja preservada dentro desses ambientes”, afirmou Araújo.  

Centralização do sistema do Drex 

Ao contrário do que se pode pensar, a moeda digital do BC não é totalmente centralizada. Araujo esclareceu que o Drex permite transparência e interação entre os participantes, mas sem concentrar informações em um único ponto.  

De acordo com Araújo, o projeto busca ampliar a descentralização ao atrair bancos, fintechs e outras instituições financeiras. O Drex, portanto, não se propõe a substituir os intermediários, mas a incluir mais opções regulamentadas e seguras.  

"Sem conhecimento adequado, muitos acabam perdendo dinheiro. Para a maioria, faz mais sentido contar com intermediários regulamentados, que operam sob regras claras e oferecem serviços de forma segura e estruturada. ", disse o coordenador. 

Inovação e inclusão financeira 

O objetivo do Drex é ampliar o acesso a serviços financeiros, especialmente para pessoas que enfrentam barreiras no modelo atual.  

Segundo Araújo, o sistema permitirá a tokenização de ativos como debêntures e títulos públicos, facilitando investimentos e operações financeiras. 

“Essa experiência simplificada, somada à facilidade de integração com canais digitais como bancos e corretoras, é um ponto crucial que o DREX busca incorporar ao sistema financeiro tradicional”, destacou.  

Desafios do projeto Drex 

Araújo também falou sobre os desafios enfrentados pelo Banco Central na implementação do Drex.  

Um dos maiores obstáculos é a transição do modelo financeiro tradicional para um ambiente digital mais flexível. 

A tendência é replicar práticas antigas, mas isso limita a capacidade de inovação.  

"Se fizermos isso, acabamos perdendo a vantagem da inovação e amarrando os novos serviços às limitações das tecnologias anteriores ", afirmou. 

Próximos passos do Drex 

Segundo Araújo, o cronograma inclui a publicação de resultados da primeira fase do projeto até o final de 2024.  

Ele afirmou que até meados de 2025, a equipe fará um sprint de desenvolvimento para ajustar o sistema.