sexta, 04 de abril, 2025

CBDC

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Deutsche Bank e SC Ventures testam sistema de comunicação entre blockchain e CBDCs

Abordagem à integração de transações baseadas em blockchain e moedas digitais do banco central

quinta, 26 de outubro, 2023 - 08:54

Redação MyCryptoChannel

O Deutsche Bank e a SC Ventures, divisão de inovação do Standard Chartered, lideram o caminho ao explorar uma nova abordagem para permitir que transações envolvendo blockchain, stablecoins e moedas digitais do banco central (CBDCs) se comuniquem. Eles estão fazendo isso de uma maneira semelhante à camada de mensagens SWIFT, sendo uma parte fundamental da infraestrutura bancária tradicional.

 

Esses bancos de renome estão envolvidos em uma série de testes, que incluem transferências e trocas de stablecoins, como o USDC, na Rede Universal de Pagamentos Digitais (UDPN). Este sistema de blockchain autorizado é composto por nós validadores gerenciados por uma aliança de bancos, instituições financeiras e consultorias.

 

É importante notar que o UDPN foi desenvolvido em colaboração pela consultoria tecnológica GFT Group e pela Red Date Technology, cofundadora da rede de serviços baseados em blockchain da China, conhecida como Blockchain-Based Service Network (BSN).

 

O sistema planeja possibilitar e instruir transações que ocorrem em uma variedade de redes, desde a utilização de stablecoins em blockchains públicos até as moedas digitais dos bancos centrais (CBDCs). O conceito é que, ao operar dessa forma, as moedas digitais se tornam tanto o meio quanto a mensagem em si. Isso levanta a questão de por que é necessário manter sistemas como as mensagens SWIFT em paralelo.

 

Segundo os criadores do UDPN, a resposta está na capacidade do sistema de atuar como uma ponte de interoperabilidade entre diversas redes blockchain, ao mesmo tempo em que implementa padrões de identidade digital descentralizada (DIDs) já testados. Isso proporciona um ambiente regulamentado e amigável para as instituições financeiras.

 

Um exemplo prático desse sistema inovador é quando uma instituição realiza uma transferência transfronteiriça de moeda. Nesse caso, o valor tokenizado é transferido para um contrato inteligente gerenciado pela UDPN. O contrato inteligente, por sua vez, libera a moeda alvo pretendida. Esta abordagem representa uma evolução na forma como as transações financeiras são tratadas, tornando-as mais eficaz e seguras.

 

Atualmente, a UDPN engloba cerca de 25 organizações que conduzem aproximadamente dez testes de prova de conceito em paralelo. Esse grupo diversificado inclui bancos da América Latina, Austrália, Estados Unidos e Europa.

CBDC

BCE defende urgência na adoção do euro digital após ações de Trump contra moedas digitais de BCs

Banco Central Europeu enfatiza a necessidade de um euro digital para proteger a soberania monetária da Europa diante dos planos de Donald Trump

sexta, 24 de janeiro, 2025 - 18:13

Redação MyCryptoChannel

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O Banco Central Europeu (BCE) está reforçando sua posição sobre a necessidade de um euro digital, especialmente após recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

De acordo com Piero Cipollone, membro do conselho executivo do BCE, a Europa "precisa" adotar uma moeda digital para combater os planos de Trump relacionados às stablecoins.

Proibição de CBDC nos Estados Unidos 

Em uma conferência recente, Cipollone comentou que a ordem executiva assinada por Trump, que proíbe a emissão e circulação de moedas digitais do banco central (CBDC) dentro dos Estados Unidos, poderia prejudicar os bancos, à medida que os consumidores migram para stablecoins. 

O presidente americano também estabeleceu um grupo de trabalho sobre mercados de ativos digitais, com a intenção de impulsionar o uso de stablecoins lastreadas em dólar. 

Para Cipollone, a criação de um euro digital seria uma resposta estratégica a esses movimentos, visando a segurança da soberania monetária europeia.

Desenvolvimento do euro digital

O BCE tem trabalhado no desenvolvimento de uma moeda digital centralizada para complementar o sistema bancário tradicional. 

Em uma comunicação oficial, o banco central europeu confirmou que está experimentando diversas tecnologias, tanto centralizadas quanto descentralizadas, para a criação do euro digital.

Desafios das stablecoins e o caso da Tether

No contexto do debate sobre stablecoins, a gigante de criptomoedas Tether anunciou recentemente que suspenderia a emissão de sua stablecoin lastreada em euros, o EURT, devido a pressões regulatórias na Europa. 

O movimento reflete um cenário mais amplo de aumento da vigilância sobre as moedas digitais emitidas por empresas privadas. 

Em um comunicado, a Tether afirmou que o EURT, que possui um volume de negociação pequeno, seria retirado de circulação até 2025, com um prazo para resgatar os tokens

CBDC

Banco Central quer um ambiente que permite transparência e interação com o Drex

Coordenador do projeto explica que a moeda digital brasileira visa ampliar o acesso aos serviços financeiros

terça, 19 de novembro, 2024 - 15:52

Redação MyCryptoChannel

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Durante o painel "Drex em 2025: Uma Nova Era em Construção", realizado no Criptorama, em São Paulo, Fabio Araújo, coordenador do projeto de criação do Drex no Banco Central, detalhou os planos da moeda digital brasileira.  

"O mercado está utilizando tecnologias de ativos digitais para gerenciar riscos e atender às diferentes demandas. [...] Estamos trabalhando para garantir que, independentemente do modelo escolhido, a segurança seja preservada dentro desses ambientes”, afirmou Araújo.  

Centralização do sistema do Drex 

Ao contrário do que se pode pensar, a moeda digital do BC não é totalmente centralizada. Araujo esclareceu que o Drex permite transparência e interação entre os participantes, mas sem concentrar informações em um único ponto.  

De acordo com Araújo, o projeto busca ampliar a descentralização ao atrair bancos, fintechs e outras instituições financeiras. O Drex, portanto, não se propõe a substituir os intermediários, mas a incluir mais opções regulamentadas e seguras.  

"Sem conhecimento adequado, muitos acabam perdendo dinheiro. Para a maioria, faz mais sentido contar com intermediários regulamentados, que operam sob regras claras e oferecem serviços de forma segura e estruturada. ", disse o coordenador. 

Inovação e inclusão financeira 

O objetivo do Drex é ampliar o acesso a serviços financeiros, especialmente para pessoas que enfrentam barreiras no modelo atual.  

Segundo Araújo, o sistema permitirá a tokenização de ativos como debêntures e títulos públicos, facilitando investimentos e operações financeiras. 

“Essa experiência simplificada, somada à facilidade de integração com canais digitais como bancos e corretoras, é um ponto crucial que o DREX busca incorporar ao sistema financeiro tradicional”, destacou.  

Desafios do projeto Drex 

Araújo também falou sobre os desafios enfrentados pelo Banco Central na implementação do Drex.  

Um dos maiores obstáculos é a transição do modelo financeiro tradicional para um ambiente digital mais flexível. 

A tendência é replicar práticas antigas, mas isso limita a capacidade de inovação.  

"Se fizermos isso, acabamos perdendo a vantagem da inovação e amarrando os novos serviços às limitações das tecnologias anteriores ", afirmou. 

Próximos passos do Drex 

Segundo Araújo, o cronograma inclui a publicação de resultados da primeira fase do projeto até o final de 2024.  

Ele afirmou que até meados de 2025, a equipe fará um sprint de desenvolvimento para ajustar o sistema.