quinta, 21 de novembro, 2024

Criptomoedas

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Campanha de Trump arrecada US$ 3 milhões em doações de criptomoedas

Político já havia criticado criptoativos em 2021, mas mudou abordagem durante a campanha

quinta, 25 de julho, 2024 - 17:43

Redação MyCryptoChannel

A campanha de reeleição do ex-presidente Donald Trump nos Estados Unidos registrou um alto volume de doações em criptomoedas, arrecadando cerca de US$ 3 milhões desde que o candidato anunciou que aceitaria contribuições em ativos digitais.  

Este valor faz parte do total de US$ 118 milhões que a campanha arrecadou em doações durante o segundo trimestre de 2024, conforme revelado por um relatório recente da Comissão Federal de Eleições (FEC). 

De acordo com o relatório do segundo trimestre de 2024 da FEC, o Comitê Trump 47 recebeu as doações em criptomoedas provenientes de cerca de 20 doadores individuais, a partir de maio.  

O candidato republicano, que anteriormente chamou o Bitcoin de "fraude" em 2021, fez uma reviravolta ao não apenas aceitar doações em criptomoedas, mas também apoiar os mineradores de Bitcoin em sua campanha de 2024. Essa mudança de postura pode ser uma estratégia para atrair um segmento de apoiadores.  

As maiores doações para a campanha de Trump vieram de nomes conhecidos no mundo das criptomoedas. Os cofundadores da exchange Gemini, Cameron e Tyler Winklevoss, prometeram uma doação combinada de US$ 2 milhões em Bitcoin em 20 de junho.  

Entretanto, devido a restrições legais que impõem um limite de contribuição de US$ 844.600 por indivíduo, a campanha de Trump foi obrigada a reembolsar parte da doação. Além disso, Jesse Powell, cofundador da Kraken, anunciou que contribuiria com US$ 1 milhão em Ethereum (ETH), embora o relatório indique que ele doou pouco mais de US$ 844 mil. 

A campanha também atraiu contribuições menores, como US$ 50 mil em USD Coin doados por Ryan Selkis, ex-CEO da Messari, que renunciou após uma série de declarações polêmicas sobre a política americana.  

Outro destaque é Stuart Alderoy, diretor jurídico da Ripple, que doou US$ 300 mil em XRP. Embora suas postagens nas redes sociais não demonstrem apoio explícito a Trump, Alderoy é conhecido por criticar a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) sob a liderança de Gary Gensler, durante o governo do presidente Joe Biden. 

Criptomoedas

Mercado de criptomoedas no Brasil atinge recorde de R$ 115,7 bilhões em setembro

Volume movimentado cresce 304% em relação a agosto, com stablecoins liderando as transações

segunda, 18 de novembro, 2024 - 16:47

Redação MyCryptoChannel

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O volume de compra e venda de criptomoedas no Brasil alcançou o recorde de R$ 115,7 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pela Receita Federal na semana passada.  

Esse valor representa um crescimento expressivo de 304% em relação a agosto, quando o montante movimentado foi de R$ 28,3 bilhões. 

Esse recorde inclui transações realizadas por meio de exchanges nacionais e internacionais, além de negociações diretas entre pessoas físicas e jurídicas.  

O principal destaque foi o crescimento das operações realizadas fora das exchanges, que somaram R$ 97,1 bilhões, ou 84% do total. 

Stablecoins dominam o mercado do Brasil 

O aumento no volume negociado foi impulsionado principalmente pelas stablecoins atreladas ao dólar, que tiveram uma participação significativa nas transações.  

O Tether (USDT), a stablecoin líder do mercado, movimentou R$ 16,6 bilhões em setembro, com operações médias de R$ 34,7 mil. 

O USD Coin (USDC), outra stablecoin importante, registrou transações no valor total de R$ 1,3 bilhão, com uma média de R$ 1,2 mil por operação. 

Por outro lado, o Bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mercado, movimentou R$ 3,1 bilhões, ficando abaixo do volume registrado pelo BNB, o token nativo da Binance, que somou R$ 4,5 bilhões.  

Outras criptomoedas também registraram grandes movimentações, como o Ethereum (ETH) e Solana (SOL) com R$ 884,8 milhões e R$ 375,2 milhões, respectivamente 

Movimentação anual já supera 2023 

Entre janeiro e setembro de 2024, o mercado de criptomoedas no Brasil movimentou R$ 363,2 bilhões, superando em 27% o total de R$ 284,4 bilhões registrados em 2023. 

Apesar do crescimento no volume financeiro, o número de pessoas físicas e jurídicas declarando operações com criptomoedas à Receita Federal caiu nesse período. 

Em janeiro, 8,9 milhões de pessoas físicas declararam negociações de criptoativos, mas esse número reduziu para 4,3 milhões em outubro, uma queda de 51%.  

Entre pessoas jurídicas, a redução foi ainda maior, de 403,1 mil para 16,5 mil, o que representa uma queda de 95%. 

Criptomoedas

B3 Digitas e Dimensa firmam parceria para expandir investimentos em criptomoedas no Brasil

Colaboração quer aumentar o interesse em criptomoedas como ativos de investimento, seguindo as novas regulamentações da CVM

quarta, 13 de novembro, 2024 - 17:30

Redação MyCryptoChannel

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Para aumentar os fundos em investimentos de criptomoedas no Brasil, a B3 Digitas, o braço de ativos digitais da bolsa brasileira, e a empresa de tecnologia financeira Dimensa anunciaram uma colaboração. 

A iniciativa quer atender ao crescente interesse dos investidores brasileiros em produtos de investimento digital sob regulamentação.

Expansão do mercado de criptomoedas

Para o diretor de produtos e negócios da Dimensa, Rodrigo Galasini, a parceria visa suprir a demanda crescente por ativos digitais. 

"Todo tipo de fundo pode ter criptoativos agora e esperamos que haja uma expansão grande em 2025”, afirmou Galasini em entrevista ao Valor Econômico. 

Ele mencionou a Resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite a inclusão de criptomoedas em fundos de investimento, adquiridas por meio de provedores de serviços digitais (VASPs) autorizados pelo Banco Central (BC).

Diversificação e regulamentação

A Resolução 175 estabelece limites de alocação em criptomoedas com base no perfil dos investidores. 

Fundos destinados a investidores profissionais, com portfólios de R$ 10 milhões ou mais, podem ser compostos integralmente por criptomoedas. 

Para investidores qualificados, com portfólios entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, a exposição é limitada a 40%. 

Fundos voltados para o público geral podem ter até 20% dos ativos em criptomoedas. Essas limitações têm como objetivo proteger os investidores das flutuações voláteis do mercado de ativos digitais.

Galasini destacou que apenas 27% dos fundos estão em conformidade com a Resolução 175, segundo dados da Anbima. “Ainda tem uma gama muito grande de fundos a serem adaptados”, afirmou.

Futuro do mercado de criptomoedas no Brasil

A parceria entre B3 Digitas e Dimensa projeta a entrada de novos players no mercado de fundos de investimento em criptomoedas. “Fundos de grandes casas e gestoras que trabalham com ativos tokenizados estão esperando essa demanda”, comentou Galasini.

Na parceria com a B3 Digitas, a Dimensa será responsável pela conformidade regulatória dos novos produtos, incluindo todos os informes diários e mensais consolidados de negociação. A B3 cuidará da parte operacional das negociações dos novos produtos. 
“Sem a parceria, poderíamos ter uma trava do gestor em fundos de investimento. Deixamos em conformidade com as regras da CVM para o cotista”, explicou Galasini.