De acordo com um relatório de pesquisa divulgado pela Bernstein na segunda-feira, o mercado de gestão de fundos de criptomoedas pode alcançar a marca de US$ 650 bilhões em ativos em um período de cinco anos. Essa projeção surge em meio à expectativa de lançamento de fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, um marco que promete injetar um influxo significativo de capital no setor.
A indústria atualmente denominada como uma "caseira" abriga aproximadamente US$ 50 bilhões em ativos sob gestão, equivalente a cerca de 4% do tamanho atual do mercado de criptomoedas. A equipe de analistas liderada por Gautam Chhugani observa que, até o momento, a capitalização de mercado total das criptos atingiu a marca de US$ 1,08 trilhão.
Esta pesquisa chega ao público após meses de expectativa gerada por empresas como a BlackRock, que submeteram pedidos de lançamento de ETFs à vista à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). Recentemente, o regulador adiou sua decisão sobre todas as solicitações de ETFs à vista até outubro. O mercado de criptomoedas, por sua vez, permanece otimista, acreditando que a eventual chegada dos ETFs baseados em ativos abrirá as comportas para a entrada de investidores do mainstream.
A Bernstein estabelece sua previsão de crescimento com base em uma série de fatores, antevendo uma demanda crescente impulsionada por consultores de investimento, produtos integrados de riqueza e bancos privados, bem como um acesso mais fácil aos ETFs por meio de contas de corretagem direta.
As estimativas da Bernstein implicam uma potencial participação de 10% no ETF para o valor de mercado do Bitcoin (BTC) e do Ethereum (ETH), além de uma participação de 5% a 6% para os fundos de hedge de criptomoedas. Essas projeções destacam a crescente aceitação e integração das criptomoedas no cenário financeiro global, à medida que investidores e instituições buscam aproveitar as oportunidades do mercado digital.