O mercado de mineração de Bitcoin (BTC) nos Estados Unidos sofreu uma desvalorização de 25% em março, marcando o terceiro pior resultado mensal já registrado. O levantamento foi realizado pelo banco JPMorgan e divulgado nesta terça-feira (2).
"Observamos que as avaliações hoje estão nos níveis mais baixos em relação à recompensa por bloco desde o colapso da FTX no outono de 2023", afirmaram os analistas Reginald Smith e Charles Pearce.
Nesta terça-feira (1º), o Bitcoin reage à notícia com uma alta de 0,59% a US$ 85,2 mil com quedas de 2,96%.
Desempenho das mineradores
Dentre as 14 empresas analisadas, apenas a Stronghold Digital Mining (SDIG) conseguiu superar o desempenho do Bitcoin no período, registrando um declínio de apenas 2%.
Enquanto isso, a Cipher Mining (CIFR) teve o pior desempenho do setor, com uma queda de 45% no valor de suas ações. A Bitfarms (BITF) também se destacou ao concluir a aquisição da Stronghold Digital Mining em 17 de março, movimentando o setor em meio à crise.
No entanto, mineradoras com maior exposição à computação de alto desempenho (HPC) enfrentaram desafios ainda maiores, tendo um desempenho inferior pelo segundo mês consecutivo em relação às empresas focadas exclusivamente em mineração de Bitcoin.
A taxa de hash média da rede Bitcoin aumentou em março, atingindo 816 exahashes por segundo (EH/s). Esse indicador representa o poder computacional total empregado na mineração e processamentos de transações na blockchain. O crescimento da taxa de hash indica maior concorrência entre mineradoras e aumento na dificuldade da atividade.
Quedas nas receitas
A queda na rentabilidade também se tornou visível nesse período. De acordo com o JPMorgan, a receita média gerada pelos mineradores por EH/s caiu 13% em relação a fevereiro, totalizando US$ 47.300 por dia em março.
Já o lucro bruto obtido pela recompensa de bloco despencou 22% no período, chegando a US$ 23 mil por EH/s.