quinta, 03 de abril, 2025

Stablecoins

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Coinbase e Circle contestam proposta regulatória para stablecoins

Comitê de Supervisão Bancária da Basileia (BCBS) lançou em dezembro uma consulta sobre o assunto

segunda, 01 de abril, 2024 - 19:06

Redação MyCryptoChannel

As empresas de criptomoedas Coinbase e Circle se manifestaram contra a proposta do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia (BCBS) que visa impor critérios mais rígidos para o tratamento regulatório de stablecoins em relação à exposição dos bancos a esses ativos. 

Em dezembro de 2023, o BCBS publicou uma consulta que propõe que os bancos realizem uma devida diligência para garantir que "tenham uma compreensão adequada dos mecanismos de estabilização das stablecoins aos quais estão expostos". O prazo para comentários sobre a proposta se encerrou em 28 de março. 

A proposta do BCBS cria uma categoria especial, o "Grupo 1b", para stablecoins consideradas seguras o suficiente para que os bancos recebam tratamento regulatório favorável. Para entrar nesse grupo, as stablecoins precisam cumprir requisitos, como baixa volatilidade e alta liquidez.  

A Circle, emissora da popular stablecoin USDC, rebateu a postura do BCBS em relação às blockchains sem permissão, que operam de forma descentralizada. O comitê alega que essas blockchains apresentam "riscos únicos" e, por enquanto, exclui-as do Grupo 1. 

“Há um forte argumento a ser feito de que os bancos deveriam ser encorajados a aproveitar blockchains, criptografia, carteiras habilitadas para dispositivos móveis e outras tecnologias de código aberto, a fim de avançar em sua transformação digital e esforços de segurança cibernética”, afirmou a Circle.  

"Como o Comitê sabe muito bem, a falência de qualquer banco corrói a confiança no setor bancário. E, no entanto, a maioria dos bancos, especialmente as instituições de pequena e média dimensão, não consegue acompanhar a corrida espacial da transformação digital que ocorre entre os grandes bancos globais”.  

Já a Coinbase argumenta que muitos dos requisitos não refletem o risco real que as stablecoins representam para os bancos. Em vez disso, aponta a Coinbase, a proposta parece servir a outros propósitos políticos que o BCBS normalmente não considera ao definir exigências de capital. 

Stablecoins

USDC é a stablecoin mais adquirida na América Latina em 2024, superando o Bitcoin

De acordo com levantamento da Bitso, USDC se torna a moeda mais comprada na América Latina e no Brasil por preocupações com economias locais

sexta, 14 de março, 2025 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

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Pela primeira vez, a stablecoin USDC, lastreada no dólar americano, foi o criptoativo mais adquirido pelos investidores da América Latina no ano 2024, de acordo com a pesquisa Panorama Cripto na América Latina, realizada pela exchange Bitso. 

A pesquisa revela que a USDC representou 24% do volume total de compras de criptoativos na região no último ano, superando o Bitcoin (BTC), que teve 22%.

As stablecoins dominaram as compras de criptoativos na América Latina, representando 39% do volume total, uma valorização em relação aos 30% registrados em 2023. 

A USDT, outra stablecoin, ocupou a terceira posição com 15%, demonstrando uma preferência crescente por essas moedas digitais atreladas a ativos tradicionais.

Crescimento das stablecoins no Brasil

No Brasil, a tendência observada na América Latina se repete. As stablecoins, USDC e USDT, representaram 26% das aquisições de criptomoedas em 2024, com o Bitcoin ficando em segundo lugar com 22% das compras. 

O estudo também apontou um aumento significativo nas memecoins, com destaque para o token PEPE, que viu um crescimento de 12 pontos percentuais na participação nas carteiras dos investidores brasileiros em comparação com 2023. 

Para Bárbara Espir, Country Manager da Bitso Brasil, isso é sinal do amadurecimento do mercado brasileiro, com os investidores se tornando mais experientes e diversificando suas carteiras de ativos digitais.

O que impulsiona o sucesso das stablecoins?

As stablecoins são criptomoedas cujo valor está atrelado a outros ativos, como o dólar, o real ou commodities como o ouro. O principal objetivo dessas moedas digitais é manter um valor estável, facilitando a circulação de valores na blockchain.

A pesquisa da Bitso aponta que, em 2024, a instabilidade econômica em países da América Latina, como Brasil, Argentina, Colômbia e México, impulsionou a adoção das stablecoins. 

A desvalorização das moedas locais em relação ao dólar fez com que investidores buscassem essas moedas digitais como uma forma de proteger seu poder de compra e dolarizar seus portfólios.
 

Stablecoins

Mercado cripto brasileiro inova mais uma vez com o lançamento da stablecoin BRL1

As exchanges Bitso, Foxbit e Mercado Bitcoin lideram o lançamento da BRL1

terça, 11 de março, 2025 - 14:06

Redação MyCryptoChannel

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Stablecoins não são só estrangeiras. As exchanges Bitso, Foxbit, Mercado Bitcoin (MB) e a provedora de liquidez Cainvest anunciaram o lançamento da BRL1, uma stablecoin lastreada no real. 

Uma das principais vantagens da BRL1 é a conversão gratuita entre a stablecoin e o real nas exchanges participantes, sem taxas adicionais, tornando o processo ainda mais fácil com a integração de várias exchanges. 

Inovação no mercado brasileiro 

Para fortalecer ainda mais a liquidez, a Cainvest oferecerá uma plataforma de RFQ (Request for Quote), permitindo conversões diretas entre stablecoins lastreadas em dólar (USDT e USDC), facilitando a integração entre ativos globais e a BRL1.O projeto também conta com a assessoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados. 

Fabrício Tota, VP de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, ressalta que a BRL1 é mais do que uma simples stablecoin: “Ao permitir transferências diretas entre exchanges, sem fricção, estamos criando um ecossistema mais eficiente e integrado para todos os participantes”, afirma Tota.

Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, complementa que a criação da BRL1 representa um marco importante para o mercado cripto brasileiro. “Nosso objetivo é impulsionar a adoção e fortalecer a infraestrutura do setor, contribuindo para um ambiente mais acessível e confiável”, explica Dantas.

Expectativas do BRL1 

A BRL1 também se destaca pela sua estratégia de distribuição de rentabilidade, criando novas oportunidades para exchanges e parceiros institucionais. A previsão é que o volume de emissão da stablecoin ultrapasse R$ 50 milhões em 2025, com a possibilidade de alcançar R$ 100 milhões no primeiro ano.

Bárbara Espir, Country Manager da Bitso, afirma que a stablecoin BRL1 é um reflexo da maturidade do mercado cripto brasileiro, que já é referência mundial pela regulação avançada e adoção de tecnologias de pagamento, como o PIX.