sexta, 04 de abril, 2025

Stablecoins

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Economistas alertam que paridade das stablecoins deixam a desejar e acumulam perdas

Relatório do Banco de Compensações Internacionais aponta que a estabilidade das stablecoins está longe do ideal, enquanto Moody's Analytics revela desvalorizações frequentes

quarta, 08 de novembro, 2023 - 15:19

Redação MyCryptoChannel

De acordo com economistas e analistas do Banco de Compensações Internacionais (BIS), as stablecoins estão longe de atender às expectativas de estabilidade, cujo nome sugere. 

 

Em um relatório publicado nesta quarta-feira (8), a instituição financeira internacional levanta preocupações sobre a capacidade das stablecoins de manterem sua paridade, destacando que isso não acontece de maneira consistente.

 

Busca por alternativas de pagamento

Nos últimos anos, as stablecoins ganharam destaque como uma alternativa atraente para moedas tradicionais e criptomoedas voláteis, como o Bitcoin (BTC). A ideia por trás dessas moedas digitais é oferecer estabilidade, servindo como um meio de troca confiável. No entanto, o relatório do BIS lança dúvidas sobre a capacidade dessas criptos de cumprir essa promessa.

 

Olhar crítico sobre stablecoins

O relatório do BIS não poupou críticas e analisou várias stablecoins amplamente reconhecidas, incluindo Pax Gold (PAXG), Tether (USDT) e USD Coin (USDC). A análise revelou que a paridade dessas moedas com ativos fiduciários está longe de ser mantida, resultando em flutuações frequentes de valor.

 

Colapso da stablecoin da Terra (LUNA) e consequências

O relatório também fez referência ao colapso da stablecoin UST, emitida pela plataforma Terra (LUNA). Esse evento causou ondas de choque em todo o mercado digital e resultou em perdas significativas para investidores no ano passado. Essa instabilidade, segundo o BIS, coloca em evidência a fragilidade dessas moedas e sua incapacidade de manter uma paridade sólida.

 

Desvalorizações frequentes

Além do relatório do BIS, a Moody's Analytics também se manifestou sobre o tema, divulgando um texto na última segunda-feira (6). Segundo a Moody's, as stablecoins lastreadas em fiduciários sofreram desvalorizações e perderam sua paridade com o ativo ao qual estavam atreladas em nada menos do que 609 vezes somente neste ano. Esse dado alarmante levanta questionamentos sobre a confiabilidade dessas moedas digitais.

Stablecoins

USDC é a stablecoin mais adquirida na América Latina em 2024, superando o Bitcoin

De acordo com levantamento da Bitso, USDC se torna a moeda mais comprada na América Latina e no Brasil por preocupações com economias locais

sexta, 14 de março, 2025 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

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Pela primeira vez, a stablecoin USDC, lastreada no dólar americano, foi o criptoativo mais adquirido pelos investidores da América Latina no ano 2024, de acordo com a pesquisa Panorama Cripto na América Latina, realizada pela exchange Bitso. 

A pesquisa revela que a USDC representou 24% do volume total de compras de criptoativos na região no último ano, superando o Bitcoin (BTC), que teve 22%.

As stablecoins dominaram as compras de criptoativos na América Latina, representando 39% do volume total, uma valorização em relação aos 30% registrados em 2023. 

A USDT, outra stablecoin, ocupou a terceira posição com 15%, demonstrando uma preferência crescente por essas moedas digitais atreladas a ativos tradicionais.

Crescimento das stablecoins no Brasil

No Brasil, a tendência observada na América Latina se repete. As stablecoins, USDC e USDT, representaram 26% das aquisições de criptomoedas em 2024, com o Bitcoin ficando em segundo lugar com 22% das compras. 

O estudo também apontou um aumento significativo nas memecoins, com destaque para o token PEPE, que viu um crescimento de 12 pontos percentuais na participação nas carteiras dos investidores brasileiros em comparação com 2023. 

Para Bárbara Espir, Country Manager da Bitso Brasil, isso é sinal do amadurecimento do mercado brasileiro, com os investidores se tornando mais experientes e diversificando suas carteiras de ativos digitais.

O que impulsiona o sucesso das stablecoins?

As stablecoins são criptomoedas cujo valor está atrelado a outros ativos, como o dólar, o real ou commodities como o ouro. O principal objetivo dessas moedas digitais é manter um valor estável, facilitando a circulação de valores na blockchain.

A pesquisa da Bitso aponta que, em 2024, a instabilidade econômica em países da América Latina, como Brasil, Argentina, Colômbia e México, impulsionou a adoção das stablecoins. 

A desvalorização das moedas locais em relação ao dólar fez com que investidores buscassem essas moedas digitais como uma forma de proteger seu poder de compra e dolarizar seus portfólios.
 

Stablecoins

Mercado cripto brasileiro inova mais uma vez com o lançamento da stablecoin BRL1

As exchanges Bitso, Foxbit e Mercado Bitcoin lideram o lançamento da BRL1

terça, 11 de março, 2025 - 14:06

Redação MyCryptoChannel

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Stablecoins não são só estrangeiras. As exchanges Bitso, Foxbit, Mercado Bitcoin (MB) e a provedora de liquidez Cainvest anunciaram o lançamento da BRL1, uma stablecoin lastreada no real. 

Uma das principais vantagens da BRL1 é a conversão gratuita entre a stablecoin e o real nas exchanges participantes, sem taxas adicionais, tornando o processo ainda mais fácil com a integração de várias exchanges. 

Inovação no mercado brasileiro 

Para fortalecer ainda mais a liquidez, a Cainvest oferecerá uma plataforma de RFQ (Request for Quote), permitindo conversões diretas entre stablecoins lastreadas em dólar (USDT e USDC), facilitando a integração entre ativos globais e a BRL1.O projeto também conta com a assessoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados. 

Fabrício Tota, VP de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, ressalta que a BRL1 é mais do que uma simples stablecoin: “Ao permitir transferências diretas entre exchanges, sem fricção, estamos criando um ecossistema mais eficiente e integrado para todos os participantes”, afirma Tota.

Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, complementa que a criação da BRL1 representa um marco importante para o mercado cripto brasileiro. “Nosso objetivo é impulsionar a adoção e fortalecer a infraestrutura do setor, contribuindo para um ambiente mais acessível e confiável”, explica Dantas.

Expectativas do BRL1 

A BRL1 também se destaca pela sua estratégia de distribuição de rentabilidade, criando novas oportunidades para exchanges e parceiros institucionais. A previsão é que o volume de emissão da stablecoin ultrapasse R$ 50 milhões em 2025, com a possibilidade de alcançar R$ 100 milhões no primeiro ano.

Bárbara Espir, Country Manager da Bitso, afirma que a stablecoin BRL1 é um reflexo da maturidade do mercado cripto brasileiro, que já é referência mundial pela regulação avançada e adoção de tecnologias de pagamento, como o PIX.