sexta, 04 de abril, 2025

Stablecoins

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Stablecoins podem se tornar 10% do "dinheiro global" em 10 anos, diz CEO da Circle

Jeremy Allaire disse que principais empresas de pagamento do mundo estão "ativamente utilizando" a tecnologia de stablecoins

quinta, 20 de junho, 2024 - 14:29

Redação MyCryptoChannel

As stablecoins, moedas digitais atreladas a ativos reais como o dólar americano, podem se tornar uma parte significativa da economia global nos próximos anos, de acordo com Jeremy Allaire, CEO da Circle, empresa emissora da stablecoin USDC. 

Em um post no X, na quarta-feira (17), Allaire previu que as stablecoins podem representar 10% do "dinheiro econômico global" em até 10 anos.  Para ele, vários fatores apontam para uma expansão exponencial na adoção dos stablecoins.  

Segundo Allaire, as principais empresas de pagamento do mundo estão "ativamente utilizando" a tecnologia de stablecoins e “explorando como expandir seu uso à medida que os benefícios das blockchains públicas e das stablecoins se tornam aparentes para todos”.  

Ele ainda argumenta que o mercado de pagamentos digitais é muito grande, com um "tamanho endereçável na casa dos bilhões". Allaire acredita que as stablecoins podem desbloquear esse potencial e atender a diversas necessidades, como bancar os desbancarizados, reduzir custos de remessas e facilitar o comércio internacional. 

Allaire observa que as stablecoins estão se tornando cada vez mais aceitas como forma de dinheiro digital e que, até o final de 2025, elas representarão uma "porção cada vez maior" do mercado global de US$ 100 trilhões para dinheiro eletrônico. 

“Como será quando 10% do dinheiro econômico global forem stablecoins e quando a intermediação de crédito se mover do empréstimo de reserva fracionária para os mercados de crédito onchain”, acrescentou o CEO da Circle.  

Para que a previsão de Allaire se torne realidade até 2034, o mercado de stablecoins precisaria crescer a um ritmo acelerado, com uma taxa anual composta de pelo menos 47,7%. Isso sem levar em conta o crescimento do próprio mercado de dinheiro, que hoje é de US$ 80 trilhões. 

 

Stablecoins

USDC é a stablecoin mais adquirida na América Latina em 2024, superando o Bitcoin

De acordo com levantamento da Bitso, USDC se torna a moeda mais comprada na América Latina e no Brasil por preocupações com economias locais

sexta, 14 de março, 2025 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

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Pela primeira vez, a stablecoin USDC, lastreada no dólar americano, foi o criptoativo mais adquirido pelos investidores da América Latina no ano 2024, de acordo com a pesquisa Panorama Cripto na América Latina, realizada pela exchange Bitso. 

A pesquisa revela que a USDC representou 24% do volume total de compras de criptoativos na região no último ano, superando o Bitcoin (BTC), que teve 22%.

As stablecoins dominaram as compras de criptoativos na América Latina, representando 39% do volume total, uma valorização em relação aos 30% registrados em 2023. 

A USDT, outra stablecoin, ocupou a terceira posição com 15%, demonstrando uma preferência crescente por essas moedas digitais atreladas a ativos tradicionais.

Crescimento das stablecoins no Brasil

No Brasil, a tendência observada na América Latina se repete. As stablecoins, USDC e USDT, representaram 26% das aquisições de criptomoedas em 2024, com o Bitcoin ficando em segundo lugar com 22% das compras. 

O estudo também apontou um aumento significativo nas memecoins, com destaque para o token PEPE, que viu um crescimento de 12 pontos percentuais na participação nas carteiras dos investidores brasileiros em comparação com 2023. 

Para Bárbara Espir, Country Manager da Bitso Brasil, isso é sinal do amadurecimento do mercado brasileiro, com os investidores se tornando mais experientes e diversificando suas carteiras de ativos digitais.

O que impulsiona o sucesso das stablecoins?

As stablecoins são criptomoedas cujo valor está atrelado a outros ativos, como o dólar, o real ou commodities como o ouro. O principal objetivo dessas moedas digitais é manter um valor estável, facilitando a circulação de valores na blockchain.

A pesquisa da Bitso aponta que, em 2024, a instabilidade econômica em países da América Latina, como Brasil, Argentina, Colômbia e México, impulsionou a adoção das stablecoins. 

A desvalorização das moedas locais em relação ao dólar fez com que investidores buscassem essas moedas digitais como uma forma de proteger seu poder de compra e dolarizar seus portfólios.
 

Stablecoins

Mercado cripto brasileiro inova mais uma vez com o lançamento da stablecoin BRL1

As exchanges Bitso, Foxbit e Mercado Bitcoin lideram o lançamento da BRL1

terça, 11 de março, 2025 - 14:06

Redação MyCryptoChannel

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Stablecoins não são só estrangeiras. As exchanges Bitso, Foxbit, Mercado Bitcoin (MB) e a provedora de liquidez Cainvest anunciaram o lançamento da BRL1, uma stablecoin lastreada no real. 

Uma das principais vantagens da BRL1 é a conversão gratuita entre a stablecoin e o real nas exchanges participantes, sem taxas adicionais, tornando o processo ainda mais fácil com a integração de várias exchanges. 

Inovação no mercado brasileiro 

Para fortalecer ainda mais a liquidez, a Cainvest oferecerá uma plataforma de RFQ (Request for Quote), permitindo conversões diretas entre stablecoins lastreadas em dólar (USDT e USDC), facilitando a integração entre ativos globais e a BRL1.O projeto também conta com a assessoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados. 

Fabrício Tota, VP de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, ressalta que a BRL1 é mais do que uma simples stablecoin: “Ao permitir transferências diretas entre exchanges, sem fricção, estamos criando um ecossistema mais eficiente e integrado para todos os participantes”, afirma Tota.

Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, complementa que a criação da BRL1 representa um marco importante para o mercado cripto brasileiro. “Nosso objetivo é impulsionar a adoção e fortalecer a infraestrutura do setor, contribuindo para um ambiente mais acessível e confiável”, explica Dantas.

Expectativas do BRL1 

A BRL1 também se destaca pela sua estratégia de distribuição de rentabilidade, criando novas oportunidades para exchanges e parceiros institucionais. A previsão é que o volume de emissão da stablecoin ultrapasse R$ 50 milhões em 2025, com a possibilidade de alcançar R$ 100 milhões no primeiro ano.

Bárbara Espir, Country Manager da Bitso, afirma que a stablecoin BRL1 é um reflexo da maturidade do mercado cripto brasileiro, que já é referência mundial pela regulação avançada e adoção de tecnologias de pagamento, como o PIX.