quinta, 03 de abril, 2025

Stablecoins

A+ A-

Tether (USDT) sob investigação: Esquema de lavagem de dinheiro com criptomoedas é desvendado pela PF

USDT é usada para driblar impostos e enviar dinheiro para o exterior sem controle

quinta, 15 de fevereiro, 2024 - 10:02

Redação MyCryptoChannel

A Polícia Federal (PF) está investigando o uso da criptomoeda Tether (USDT) em operações de lavagem de dinheiro. Segundo apurou o Cointelegraph, a stablecoin está sendo utilizada por doleiros e vendedores P2P para enviar dinheiro para o exterior sem pagar impostos. 

A investigação da PF revela um esquema complexo que envolve a compra de USDT no Brasil, a remessa para exchanges internacionais, a venda por empresas de fachada e a lavagem de dinheiro através da compra de bens e serviços. A PF e a Receita Federal estão trabalhando juntas desde 2022 para combater esse tipo de crime e garantir o cumprimento da lei. 

A Receita Federal faz um levantamento desde 2019 sobre o uso de stablecoins e identificou um crescimento constante nos últimos anos.  

O vice-presidente do Sindifisco em Santos, Flavio Prado, disse ao Poder 360 que a segurança das stablecoins levou a criação de um “mercado paralelo” de câmbio. “A pessoa que vai diretamente no Tether está provavelmente muito interessada em remeter esse dinheiro para o exterior”, destacou. 

Segundo as investigações, os suspeitos compram grandes quantias de USDT no mercado brasileiro e são enviados para exchanges internacionais, geralmente em países como EUA, Cingapura e Hong Kong. 

 

Stablecoins

USDC é a stablecoin mais adquirida na América Latina em 2024, superando o Bitcoin

De acordo com levantamento da Bitso, USDC se torna a moeda mais comprada na América Latina e no Brasil por preocupações com economias locais

sexta, 14 de março, 2025 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

Continue Lendo...

Pela primeira vez, a stablecoin USDC, lastreada no dólar americano, foi o criptoativo mais adquirido pelos investidores da América Latina no ano 2024, de acordo com a pesquisa Panorama Cripto na América Latina, realizada pela exchange Bitso. 

A pesquisa revela que a USDC representou 24% do volume total de compras de criptoativos na região no último ano, superando o Bitcoin (BTC), que teve 22%.

As stablecoins dominaram as compras de criptoativos na América Latina, representando 39% do volume total, uma valorização em relação aos 30% registrados em 2023. 

A USDT, outra stablecoin, ocupou a terceira posição com 15%, demonstrando uma preferência crescente por essas moedas digitais atreladas a ativos tradicionais.

Crescimento das stablecoins no Brasil

No Brasil, a tendência observada na América Latina se repete. As stablecoins, USDC e USDT, representaram 26% das aquisições de criptomoedas em 2024, com o Bitcoin ficando em segundo lugar com 22% das compras. 

O estudo também apontou um aumento significativo nas memecoins, com destaque para o token PEPE, que viu um crescimento de 12 pontos percentuais na participação nas carteiras dos investidores brasileiros em comparação com 2023. 

Para Bárbara Espir, Country Manager da Bitso Brasil, isso é sinal do amadurecimento do mercado brasileiro, com os investidores se tornando mais experientes e diversificando suas carteiras de ativos digitais.

O que impulsiona o sucesso das stablecoins?

As stablecoins são criptomoedas cujo valor está atrelado a outros ativos, como o dólar, o real ou commodities como o ouro. O principal objetivo dessas moedas digitais é manter um valor estável, facilitando a circulação de valores na blockchain.

A pesquisa da Bitso aponta que, em 2024, a instabilidade econômica em países da América Latina, como Brasil, Argentina, Colômbia e México, impulsionou a adoção das stablecoins. 

A desvalorização das moedas locais em relação ao dólar fez com que investidores buscassem essas moedas digitais como uma forma de proteger seu poder de compra e dolarizar seus portfólios.
 

Stablecoins

Mercado cripto brasileiro inova mais uma vez com o lançamento da stablecoin BRL1

As exchanges Bitso, Foxbit e Mercado Bitcoin lideram o lançamento da BRL1

terça, 11 de março, 2025 - 14:06

Redação MyCryptoChannel

Continue Lendo...

Stablecoins não são só estrangeiras. As exchanges Bitso, Foxbit, Mercado Bitcoin (MB) e a provedora de liquidez Cainvest anunciaram o lançamento da BRL1, uma stablecoin lastreada no real. 

Uma das principais vantagens da BRL1 é a conversão gratuita entre a stablecoin e o real nas exchanges participantes, sem taxas adicionais, tornando o processo ainda mais fácil com a integração de várias exchanges. 

Inovação no mercado brasileiro 

Para fortalecer ainda mais a liquidez, a Cainvest oferecerá uma plataforma de RFQ (Request for Quote), permitindo conversões diretas entre stablecoins lastreadas em dólar (USDT e USDC), facilitando a integração entre ativos globais e a BRL1.O projeto também conta com a assessoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados. 

Fabrício Tota, VP de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, ressalta que a BRL1 é mais do que uma simples stablecoin: “Ao permitir transferências diretas entre exchanges, sem fricção, estamos criando um ecossistema mais eficiente e integrado para todos os participantes”, afirma Tota.

Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, complementa que a criação da BRL1 representa um marco importante para o mercado cripto brasileiro. “Nosso objetivo é impulsionar a adoção e fortalecer a infraestrutura do setor, contribuindo para um ambiente mais acessível e confiável”, explica Dantas.

Expectativas do BRL1 

A BRL1 também se destaca pela sua estratégia de distribuição de rentabilidade, criando novas oportunidades para exchanges e parceiros institucionais. A previsão é que o volume de emissão da stablecoin ultrapasse R$ 50 milhões em 2025, com a possibilidade de alcançar R$ 100 milhões no primeiro ano.

Bárbara Espir, Country Manager da Bitso, afirma que a stablecoin BRL1 é um reflexo da maturidade do mercado cripto brasileiro, que já é referência mundial pela regulação avançada e adoção de tecnologias de pagamento, como o PIX.