sábado, 05 de abril, 2025

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Artigo: Tokenização nos FIDCS: uma nova maneira de investir que veio para ficar

Dentro desse universo qualificado de investimentos, observamos uma promessa de revolucionar o segmento

domingo, 11 de junho, 2023 - 10:00

Redação MyCryptoChannel

Por Cássio Krupinsk, CEO da BLOCKBR

Existem diversos tipos de fundo de investimento. Muitos deles, por possibilitarem aportes acessíveis, atraem a atenção de diversos investidores – inclusive os iniciantes. Por outro lado, há possibilidades mais complexas, voltadas aos investidores experientes, como o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), voltado aos direitos de créditos.  

Eles representam fundos detidos por uma ou várias empresas. Ao serem adquiridos, passam à condição de credores da empresa, exercendo todos os direitos que lhes competem, como acompanhar garantias e exigir pagamentos em taxas de juros.

Dentro desse universo mais qualificado de investimentos, vemos a chegada da tokenização como promessa de revolucionar o segmento. Ele segue transformando o mercado financeiro e, agora, são os modelos tradicionais que precisam se adaptar para caber nessa nova realidade. 

Os sistemas de gestão atuais não agradam mais os investidores, seja pelo excesso de regulação do nicho bancário, os altos custos impostos ou o crescimento dos ataques cibernéticos, que colocam em xeque a confiança nas arquiteturas de segurança dos custodiantes.  

Para transformar essa realidade, a terceirização da gestão vem se tornando um segmento de vital importância no mercado financeiro global, pois responde por grande parte da movimentação de ativos nas economias. Estima-se que ela atinja quase US$ 150 trilhões em negócios em 2025. 

Tokenizar ativos e direitos é realidade em diversos setores do mercado, como imobiliário, agronegócio e até em clubes de futebol. Neste sentido, negociar cotas de fundos creditórios tokenizados é uma evolução natural, que torna os produtos financeiros cada vez mais transparentes, ágeis e seguros, já que o mercado não tem mais dúvidas quanto aos impactos das tecnologias disruptivas. 

No modelo atual, os dados do fundo ficam concentrados em um servidor da instituição financeira e dependentes das políticas de segurança dela. No uso de token, as movimentações – vendas de cotas, resgates, remunerações – devem ser validadas por todos os computadores.  

Já a tokenização é hospedada em um blockchain, um ecossistema composto de infinita quantidade de computadores com alta capacidade de processamento. E cada um mantém uma cópia exata da posição do fundo. Com isso, cada operação é criptografada e inserida em uma cadeia de dados com identificações únicas. Essa arquitetura digital impede ataques virtuais e fraudes. 

A operação é revolucionária e chega para realizar captações mais rápidas, em especial de ativos que não possuem lastro em valores mobiliários regulados pela CVM, já que reduz os intermediários e agiliza as atividades. Também é um investimento sem fronteiras, pois o mercado cripto funciona full time e permite que pessoas de todo o mundo possam operar, independentemente de tempo e espaço. 

Hoje, existem empresas especializadas em atender a essas demandas e apoiar o grande volume de operações desses fundos por meio de plataformas inovadoras, que garantem respostas precisas na governança das atividades. A tokenização dos fundos de recebíveis traz uma transformação importante para o produto, tanto para quem oferta quanto para quem deseja comprar token de cota de FIDC, aumentando a atratividade. 

O mercado se transforma pelas novas maneiras de realizar investimentos e negócios, caminhando cada vez mais ao lado da modernidade. A evolução é certa, portanto aqueles que se adaptarem à nova possibilidade vão sair na frente da concorrência! 

A opinião e as informações contidas neste artigo são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da MyCryptoChannel.

Tokens

Escândalo cripto na Argentina com LIBRA: empresário diz poder influenciar Milei via irmã

Mensagens vazadas indicam que CEO ligado ao token Libra teria sugerido pagamento a Karina Milei para garantir apoio do presidente argentino

quarta, 19 de fevereiro, 2025 - 13:25

Redação MyCryptoChannel

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O escândalo financeiro da Argentina sobre as criptomoedas tem novidades. De acordo com o jornal La Nacion, mensagens de texto vazadas indicam que um dos criadores do token cripto Libra (LIBRA) teria afirmado poder influenciar o presidente Javier Milei por meio de sua irmã, Karina Milei. 

Mensagens sobre LIBRA

Hayden Davis, CEO da Kelsier Ventures e ligado à criação do token Libra, teria enviado mensagens a um executivo de uma empresa de investimentos em criptoativos sugerindo que poderia pagar Karina Milei para garantir o apoio do presidente. 

Em uma das mensagens, Davis supostamente escreveu: “Podemos fazer Milei tuitar, encontrá-lo pessoalmente e fazer promo”. Outra mensagem atribuída a ele afirma: “Eu envio $$ para a irmã dele e ele faz o que eu mando e o que eu quiser”.

Karina atua atualmente como secretária-geral da Presidência da Argentina e é considerada uma das assessoras mais próximas do presidente. 

De acordo com a reportagem, a proposta de Davis foi rejeitada pelo executivo, cujo nome não foi revelado. 

O CEO da Kelsier Ventures não foi encontrado para comentar as acusações, mas um porta-voz declarou à CoinDesk que Davis não se lembra de ter enviado tais mensagens e que não há registros em seu celular. Ele também negou qualquer pagamento a Javier ou Karina Milei.

Caso LIBRA

No último final de semana, o presidente da Argentina, Javier Milei promoveu a criptomoeda Libra (LIBRA). 

Com o intuito de “fortalecer a economia argentina”, o ativo digital registrou avanço. Porém, algumas horas depois, o projeto devolveu os ganhos aos investidores. Por isso, eles perderam dinheiro com o investimento. 

O prejuízo soma mais de US$ 4 bilhões e 40 mil pessoas afetadas.

Durante uma entrevista ao canal Todo Noticias, em 17 de fevereiro, o presidente afirmou: “Eu não promovi isso. O que eu fiz foi divulgar”. 
 

Tokens

Tether compra parte de Juventus e token do clube dobra de valor

Emissora do USDT fez com que JUVE registrasse avanço de mais de 100% nas últimas 24 horas

sexta, 14 de fevereiro, 2025 - 16:52

Redação MyCryptoChannel

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Criptomoeda com futebol? Essa combinação pode parecer estranha, mas ela também pode dar ótimos resultados. O token do clube do futebol Juventus dobrou de valor nesta sexta-feira (14) após a Tether, empresa responsável pelo USDT, comprar uma participação minoritária do time. 

Após a compra pela Tether, o Juventus Fan Token (JUVE)  cresceu mais de 100%. O JUV registrou avanço de 108% nas últimas 24 horas. De acordo com o CoinMarketCap, o ativo é negociado a R$ 12,38 (US$ 2,21) nesta sexta. 

Porém, a máxima histórica do token não é essa. Em dezembro de 2020, o JUVE atingiu US$ 37,83.

Tether compra parte do Juventus 

De acordo com a emissora do USDT, este “investimento representa um marco significativo para a Tether”. A empresa afirmou que a “aquisição de uma participação minoritária na Juve pela Tether está ansiosa para entregar uma sinergia de ativos digitais esportivos em um novo nível”.

Mas parece que a Juventus não é o único clube que a Tether está interessada. Segundo o comunicado, “eles estão analisando seus investimentos estratégicos em franquias esportivas em todo o mundo e integrando seus ativos digitais, pagamentos e experiência em IA e biotecnologia recentemente adquirida na indústria esportiva e montando uma equipe de consultoria de alto nível para esta iniciativa”.