sábado, 05 de abril, 2025

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Tokenização: como instituições financeiras estão se preparando para a nova onda da revolução digital

Diante de muitas perguntas acerca da tecnologia, mas também sobre aspectos regulatórios, mercado tateia setor enquanto BC executa agenda intensa

quinta, 13 de julho, 2023 - 12:13

Redação MyCryptoChannel

*Por Cássio Krupinsk, CEO da BlockBR

A tokenização vem caminhando para uma popularização cada vez maior entre pessoas e empresas. Agora, as instituições financeiras tradicionais também se preparam para a revolução que ela promete. As possibilidades do token no futuro sequer foram totalmente dimensionadas. Em tese, qualquer coisa pode ser tokenizada, desde dinheiro ou safras agrícolas, até passes de jogadores de futebol.

Hoje, diversos modelos já estão sendo utilizadas no Brasil como garantia virtual para empréstimos de fintechs e bancos. Isso por que as combinações alfanuméricas impedem interceptações e tornam as transações digitais muito seguras. Essa série de cadeados e suas chaves são o motor das operações que estão movimentando o mundo por meio de carteiras digitais, compras por e-commerce ou assinaturas de streaming. E as oportunidades no futuro continuam a crescer.

O Banco Central do Brasil lançou recentemente o desenvolvimento de uma moeda digital (CBDC) que estará em testes em 2023. Além disso, Roberto Campos Neto, presidente da entidade, defende que o país está migrando para uma economia tokenizada, pois há uma busca intensa por representações digitais dos mais diversos ativos.

Diante de muitas perguntas acerca da tecnologia em si e da segurança, mas também sobre os aspectos regulatórios, o mercado tateia o setor enquanto o BC executa uma agenda intensa. Além de toda a dedicação para desenvolver o Real Digital, a autarquia criou um grupo de trabalho interdepartamental para discutir especificamente a tokenização de ativos, levando o tema para os agentes internos e comprovando que a agenda está em seu foco.

A ideia mais aceita no mercado é que o ecossistema envolvido chegue a um acordo sobre uma rede comum de registros. E a diretriz é trazer o máximo de ativos para dentro do BC. É possível construir pontes entre diferentes blockchains, mas essas conexões acabam se tornando pontos fracos nas operações.

No diálogo entre os agentes do mercado, é possível perceber a preferência por uma infraestrutura única, mas essa consolidação também pode impactar negativamente e derrubar os principais benefícios que o mundo cripto oferece, como a independência e a segurança.

Neste sentido, é improvável que as empresas prefiram emitir os tokens diretamente no blockchain fechada, por uma questão até mesmo ideológica, afinal o sistema nasceu do conceito de descentralização. Além disso, os blockchains abertas como Ethereum e Polygon têm se mostrado muito eficientes do ponto de vista de custos, velocidade e segurança.

Por outro lado, quando se fala em moedas nacionais, é fundamental obter padrões que sigam as regras de política monetária do país. O blockchain do real digital, por exemplo, deve ser do tipo permissionada para garantir a padronização para toda a população.

A tokenização tornou-se uma realidade no caminho sem volta da digitalização das economias. É uma forma mais do que comprovada de agilidade e segurança na oferta de bens, produtos, serviços e direitos.

A boa notícia é que esse ambiente favorável ao desenvolvimento da tokenização trará benefícios para vários modelos de negócios que podem usar a geração de tokens como um veículo eficaz de oferta e transações. Independente das próximas decisões na alçada pública do país, tanto o governo, quando as empresas, bancos e startups, estão preparando o que será uma nova forma de fazer negócios, pagamentos, investimentos e inclusão financeira.

 

A opinião e as informações contidas neste artigo são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da MyCryptoChannel

Tokens

Escândalo cripto na Argentina com LIBRA: empresário diz poder influenciar Milei via irmã

Mensagens vazadas indicam que CEO ligado ao token Libra teria sugerido pagamento a Karina Milei para garantir apoio do presidente argentino

quarta, 19 de fevereiro, 2025 - 13:25

Redação MyCryptoChannel

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O escândalo financeiro da Argentina sobre as criptomoedas tem novidades. De acordo com o jornal La Nacion, mensagens de texto vazadas indicam que um dos criadores do token cripto Libra (LIBRA) teria afirmado poder influenciar o presidente Javier Milei por meio de sua irmã, Karina Milei. 

Mensagens sobre LIBRA

Hayden Davis, CEO da Kelsier Ventures e ligado à criação do token Libra, teria enviado mensagens a um executivo de uma empresa de investimentos em criptoativos sugerindo que poderia pagar Karina Milei para garantir o apoio do presidente. 

Em uma das mensagens, Davis supostamente escreveu: “Podemos fazer Milei tuitar, encontrá-lo pessoalmente e fazer promo”. Outra mensagem atribuída a ele afirma: “Eu envio $$ para a irmã dele e ele faz o que eu mando e o que eu quiser”.

Karina atua atualmente como secretária-geral da Presidência da Argentina e é considerada uma das assessoras mais próximas do presidente. 

De acordo com a reportagem, a proposta de Davis foi rejeitada pelo executivo, cujo nome não foi revelado. 

O CEO da Kelsier Ventures não foi encontrado para comentar as acusações, mas um porta-voz declarou à CoinDesk que Davis não se lembra de ter enviado tais mensagens e que não há registros em seu celular. Ele também negou qualquer pagamento a Javier ou Karina Milei.

Caso LIBRA

No último final de semana, o presidente da Argentina, Javier Milei promoveu a criptomoeda Libra (LIBRA). 

Com o intuito de “fortalecer a economia argentina”, o ativo digital registrou avanço. Porém, algumas horas depois, o projeto devolveu os ganhos aos investidores. Por isso, eles perderam dinheiro com o investimento. 

O prejuízo soma mais de US$ 4 bilhões e 40 mil pessoas afetadas.

Durante uma entrevista ao canal Todo Noticias, em 17 de fevereiro, o presidente afirmou: “Eu não promovi isso. O que eu fiz foi divulgar”. 
 

Tokens

Tether compra parte de Juventus e token do clube dobra de valor

Emissora do USDT fez com que JUVE registrasse avanço de mais de 100% nas últimas 24 horas

sexta, 14 de fevereiro, 2025 - 16:52

Redação MyCryptoChannel

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Criptomoeda com futebol? Essa combinação pode parecer estranha, mas ela também pode dar ótimos resultados. O token do clube do futebol Juventus dobrou de valor nesta sexta-feira (14) após a Tether, empresa responsável pelo USDT, comprar uma participação minoritária do time. 

Após a compra pela Tether, o Juventus Fan Token (JUVE)  cresceu mais de 100%. O JUV registrou avanço de 108% nas últimas 24 horas. De acordo com o CoinMarketCap, o ativo é negociado a R$ 12,38 (US$ 2,21) nesta sexta. 

Porém, a máxima histórica do token não é essa. Em dezembro de 2020, o JUVE atingiu US$ 37,83.

Tether compra parte do Juventus 

De acordo com a emissora do USDT, este “investimento representa um marco significativo para a Tether”. A empresa afirmou que a “aquisição de uma participação minoritária na Juve pela Tether está ansiosa para entregar uma sinergia de ativos digitais esportivos em um novo nível”.

Mas parece que a Juventus não é o único clube que a Tether está interessada. Segundo o comunicado, “eles estão analisando seus investimentos estratégicos em franquias esportivas em todo o mundo e integrando seus ativos digitais, pagamentos e experiência em IA e biotecnologia recentemente adquirida na indústria esportiva e montando uma equipe de consultoria de alto nível para esta iniciativa”.