A startup francesa Bolero está na vanguarda da música Web3, com seu modelo 'Song Shares que oferece aos fãs uma micropropriedade sobre a música de um artista. Dessa forma, permitindo que eles ganhem uma porcentagem de quaisquer royalties gerados pela música.
O primeiro lançamento do Bolero foi com a faixa de platina "Brothers", lançada pelo rapper francês Rilès em 2016. A startup coletou receita de 1º de fevereiro até o dia 30 de abril, incluindo streaming, downloads e visualizações do videoclipe no YouTube e outras plataformas de vídeo.
O CEO da Bolero, William Bailey, afirmou que isso gerou um retorno sobre o investimento de 9,2% em um ano. Bailey explica que esse caso confirmou o potencial de investimento em músicas já lançadas, abrindo novas oportunidades para os catálogos dos artistas.
O DJ e produtor francês de techno, Agoria, também fez um lançamento exclusivo na plataforma, e distribuiu todos os royalties aos colecionadores de seus NFTs. Bailey disse que o lançamento do DJ foi um ponto de virada da Bolero, com a gravação 100% compartilhada. Ele ainda afirmou que “das 2.500 ações criadas, 265 foram vendidas em seis horas, e o restante foi reclamado por colecionadores a 80%.”
Até o momento, mais de 30 artistas, principalmente das cenas hip hop e techno, já se juntaram ao empreendimento e Bailey se mostra animado com o modelo. Em entrevista ao Decrypt, o CEO da Bolero destaca que “os compartilhamentos de músicas são o principal caso de uso na música que pode impulsionar a adoção, introduzir uma nova ferramenta no modelo econômico dos artistas e atender ao consumidor médio de música e ao fã de música”.